
Quando a Clau Felippe pediu para eu escrever sobre mim para esse mosaico, pensei: que difícil falar da gente mesmo, uma linha tênue entre um texto pedante ou radiante. Talvez ela tenha me convidado por gostar dos meus poemas, da minha ancestralidade que chega em Cora Coralina, do meu trabalho como jornalista e colunista, enfim. Isso fala sobre mim, mas também quero falar sobre você.
Tenho 51 anos. E como dizia Rita Lee, “ou você envelhece sendo inimiga do tempo por conta das rugas, ou como as feiticeiras, que são aliadas dele e usam a experiência de vida e a magia dela a seu favor.” Sou uma mulher gorda, sempre em luta com a balança, mas tenho muitas vaidades, incluindo a intelectual, e uma autoestima que vale quanto pesa.
A vida não tem ensaio. Não se apegue às imposições de uma sociedade que é cruel e rasa. Celebre o fato de ter algo que somente você tem no mundo! Sua essência. Comemore isso com excelência. Ame-se. Pois amor tem força vibrante, incandescente, é como uma estrela cadente. Deixa um rastro luminoso por onde passa. E gente é pra brilhar!

