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365 Dias de Amor com Brenda Limberger

O amor pela escrita começou antes mesmo de eu ter uma caligrafia legível. Era algo difícil no início, pois eu acreditava que só me tornaria boa se tudo o que eu escrevesse pudesse ser lido por mim depois.

E essa não era a realidade. Inclusive, estava muito longe disso. Foram anos tentando alcançar a letra perfeita, até que esse dia nunca chegou. Até hoje minha letra não é bonita, porém é legível, e isso já me permite ler… e já me ajuda.

Desde os 12 anos, a escrita me salvou. Me acolhia e me mostrava que eu era capaz de, literalmente, reescrever a minha história e criar novas.

Criei muito da minha vida com base nisso: escrevendo, imaginando e fazendo tudo o que eu podia para me sentir como eu queria me sentir.

A leitura sempre fez parte de mim, desde que aprendi a ler. Minha mãe tinha alguns livros de “mulheres poderosas”, como eu gosto de chamar.

E um dos primeiros que li foi:

“Por que os Homens Gostam de Mulheres Poderosas.” Um livro antigo, com muito conteúdo… e, curiosamente, que não fala sobre homens, mas sobre mulheres. Fala sobre comportamento.

E deixa eu te contar mais: eu não lembro exatamente do que li, mas me moldei através dos insights que aquilo despertou em mim.

Escrever o meu próprio livro nasceu disso. De como eu poderia fazer com que as pessoas amassem mais a própria vida, com frases que pudessem inspirá-las e também impulsioná-las a ir atrás do que faz o coração pulsar.

Porque, quando isso acontece, a vida se torna mais leve… e até os sonhos mais inimagináveis começam a parecer possíveis.

Você pode adquiri-lo e mudar sua vida.

A Aparência não me Define

Minhas Escolhas Me Fizeram Ser Quem Sou Hoje

A grande diferença, entre ser e ter está no que você faz… O intuito nunca foi ser vista como alguém que carrega beleza externa, e sim ser um reflexo daquilo que cultivo no interno.

Por muito tempo foi mais fácil enxergarem minha aparência do que minha mente, mas eu nunca me confundi com isso.

O que eu construo em silêncio sempre falou mais alto do que qualquer imagem pois o que me guia é o amor que tenho em viver a vida, descobrir seus incríveis mistérios e colocar à prova tudo o que um dia disseram não ser possível.

O que quase ninguém entende sobre mim, é que eu nunca esperei me sentir pronta. Eu simplesmente comecei.

Eu fiz escolhas que estavam além do que eu poderia sustentar, e ainda assim eu sustentei. Porque, no fundo, nunca foi sobre ter todas as garantias. sempre foi sobre decidir e não recuar.

Em um determinado momento da minha vida, precisei escolher entre o que me trazia estabilidade e o que me levaria ao próximo nível. E eu escolhi crescer.

Entrei em ambientes onde aprendi rápido que sensibilidade, quando mal posicionada, pode ser usada contra você. Observei, me adaptei, entendi o jogo.

Mas também entendi algo ainda mais importante; não era sobre me tornar como eles, era sobre não me perder de mim.

E foi quando voltei para a minha própria essência que tudo começou , de fato, a acontecer.

Hoje minha forma de existir no mundo é uma extensão do que eu cultivo dentro de mim. A comunicação sempre foi o meu caminho, não apenas para ser ouvida, mas para provocar, conectar e transformar. Como comunicadora digital, entendi que imagem sem direção é apenas estética.

E como escritora, encontrei o lugar onde tudo isso se encontra.

Aos 26 anos, lanço meu primeiro livro como um ponto de chegada, mas como o início de uma nova forma de expressão. Escrever, para mim, nunca foi sobre palavras bonitas, sempre foi sobre verdade, profundidade e coragem de acessar o que muitas vezes é evitado.

Eu não escrevo para agradar.

Eu escrevo para tocar.

Para despertar.

Para permanecer

Não o que veem em mim à primeira vista…

Mas aquilo que continua existindo mesmo depois que o olhar já seguiu.

A Solitude, Para Mim, Não Começou no Silêncio, Começou na Escolha.

Sair de casa aos 18 anos foi um movimento necessário, mas não simples. A distância da minha família, mesmo que não tão extrema em quilômetros, carregava um peso que não se mede em números. Era a ausência nos detalhes, nas conversas espontâneas, naquilo que antes era presença constante.

E, ainda assim, eu escolhi ficar.

Com o tempo, entendi que aquela distância também me ensinava algo que só o afastamento revela: valor, profundidade e um tipo de amor que não depende da proximidade para existir.

Mas nem todos os caminhos que percorri depois disso me aproximaram de mim.

Houve um período em que, sem perceber, comecei a me desconectar daquilo que sempre foi essencial. O foco mudou.

A energia mudou. E, aos poucos, aquilo que antes fazia parte do meu cotidiano a leitura, a escrita, o silêncio comigo mesma foi sendo substituído por distrações que, no fundo, não me preenchiam.

Eu estava presente…

mas não estava inteira.

E foi nesse ponto que eu precisei me observar com mais honestidade.

Voltar para a escrita não foi um hábito novo foi um reencontro. Desde muito nova, encontrei nos cadernos um espaço onde eu organizava o que sentia, entendia o que vivia e, de certa forma, direcionava a forma como queria reagir ao mundo. Era ali que eu ajustava a minha própria percepção, não negando a realidade, mas escolhendo como me posicionar diante dela.

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